Outubro Rosa: vacinação para mulheres em tratamento ou após o câncer de mama
Durante e depois do tratamento do câncer de mama, o sistema imunológico pode ficar mais vulnerável. Manter as vacinas em dia, no momento certo e com orientação, é parte do cuidado com a saúde. Veja quais vacinas costumam ser indicadas e quais exigem atenção.
O Outubro Rosa lembra a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Para quem já enfrentou ou está enfrentando a doença, o mês também é um bom momento para olhar para outro cuidado que costuma ficar em segundo plano: a carteira de vacinação.
Quimioterapia, radioterapia e alguns medicamentos usados no tratamento podem reduzir a defesa do organismo. Com isso, infecções como gripe, pneumonia e herpes zóster podem ser mais graves. As vacinas certas, aplicadas no momento certo, ajudam a reduzir esse risco.
Qual é o melhor momento para vacinar?
Sempre que possível, antes de começar o tratamento. O guia de vacinação do paciente oncológico da SBIm e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) orienta aplicar as vacinas inativadas cerca de duas semanas antes do início da imunossupressão, para que o corpo tenha tempo de responder.
Se o tratamento já começou, isso não impede a vacinação. As vacinas inativadas podem ser aplicadas durante o tratamento, de preferência no momento combinado com o oncologista. A resposta pode ser menor nesse período, e algumas doses podem precisar ser repetidas depois.
Vacinas que costumam ser recomendadas
De acordo com as recomendações da SBIm para pacientes com câncer, a lista inclui vacinas inativadas, que não têm vírus vivo e podem ser usadas em quem tem a imunidade reduzida:
- Gripe: uma dose todos os anos. Veja a vacina da gripe.
- Pneumocócica conjugada: protege contra pneumonia, meningite e infecções graves causadas pelo pneumococo. Veja as vacinas pneumocócicas 15 e 20.
- Herpes zóster recombinante: duas doses com intervalo de 2 meses. Por ser inativada, pode ser indicada para pessoas imunossuprimidas. Veja a vacina Herpes Zóster.
- HPV: em pessoas imunossuprimidas, o esquema é de três doses. Veja a vacina HPV 9-valente.
- Hepatite B, dTpa (difteria, tétano e coqueluche) e VSR: conforme o histórico vacinal e a avaliação individual. Veja a hepatite B, a dTpa e a vacina VSR.
Vacinas que exigem atenção
As vacinas de vírus vivo atenuado, como febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e dengue, são contraindicadas durante o tratamento imunossupressor. Segundo o guia SBIm e SBOC, elas podem ser consideradas pelo menos 3 meses após o fim da quimioterapia, com a doença em remissão e liberação do médico.
E depois que o tratamento termina?
Terminar o tratamento é um marco, e manter a saúde em dia faz parte dessa nova fase. Algumas vacinas tomadas durante a quimioterapia podem precisar ser repetidas, e outras que estavam suspensas podem voltar a ser indicadas. Essa revisão é individual e deve ser feita junto com o oncologista.
A família também protege
Quem mora com a paciente ajuda a protegê-la ao manter a própria vacinação em dia, principalmente contra gripe, coqueluche, sarampo e varicela. É uma forma simples de criar uma barreira em volta de quem está mais vulnerável.
Como o Instituto Hórus pode ajudar
A equipe avalia a carteira de vacinação, organiza um plano de doses alinhado às orientações do oncologista e aplica as vacinas em frasco único (monodose). Para quem prefere evitar deslocamentos durante o tratamento, há também a vacinação domiciliar, com as vacinas transportadas em câmara fria e temperatura conferida antes da aplicação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico. Toda indicação de vacina para pacientes oncológicos deve ser combinada com o oncologista responsável.
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