‹ Voltar para o blog

Outubro Rosa: vacinação para mulheres em tratamento ou após o câncer de mama

Durante e depois do tratamento do câncer de mama, o sistema imunológico pode ficar mais vulnerável. Manter as vacinas em dia, no momento certo e com orientação, é parte do cuidado com a saúde. Veja quais vacinas costumam ser indicadas e quais exigem atenção.

Equipe Instituto HórusPublicado em 06/10/2026
Outubro Rosa: vacinação para mulheres em tratamento ou após o câncer de mama

O Outubro Rosa lembra a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Para quem já enfrentou ou está enfrentando a doença, o mês também é um bom momento para olhar para outro cuidado que costuma ficar em segundo plano: a carteira de vacinação.

Quimioterapia, radioterapia e alguns medicamentos usados no tratamento podem reduzir a defesa do organismo. Com isso, infecções como gripe, pneumonia e herpes zóster podem ser mais graves. As vacinas certas, aplicadas no momento certo, ajudam a reduzir esse risco.

Qual é o melhor momento para vacinar?

Sempre que possível, antes de começar o tratamento. O guia de vacinação do paciente oncológico da SBIm e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) orienta aplicar as vacinas inativadas cerca de duas semanas antes do início da imunossupressão, para que o corpo tenha tempo de responder.

Se o tratamento já começou, isso não impede a vacinação. As vacinas inativadas podem ser aplicadas durante o tratamento, de preferência no momento combinado com o oncologista. A resposta pode ser menor nesse período, e algumas doses podem precisar ser repetidas depois.

Vacinas que costumam ser recomendadas

De acordo com as recomendações da SBIm para pacientes com câncer, a lista inclui vacinas inativadas, que não têm vírus vivo e podem ser usadas em quem tem a imunidade reduzida:

  • Gripe: uma dose todos os anos. Veja a vacina da gripe.
  • Pneumocócica conjugada: protege contra pneumonia, meningite e infecções graves causadas pelo pneumococo. Veja as vacinas pneumocócicas 15 e 20.
  • Herpes zóster recombinante: duas doses com intervalo de 2 meses. Por ser inativada, pode ser indicada para pessoas imunossuprimidas. Veja a vacina Herpes Zóster.
  • HPV: em pessoas imunossuprimidas, o esquema é de três doses. Veja a vacina HPV 9-valente.
  • Hepatite B, dTpa (difteria, tétano e coqueluche) e VSR: conforme o histórico vacinal e a avaliação individual. Veja a hepatite B, a dTpa e a vacina VSR.

Vacinas que exigem atenção

As vacinas de vírus vivo atenuado, como febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e dengue, são contraindicadas durante o tratamento imunossupressor. Segundo o guia SBIm e SBOC, elas podem ser consideradas pelo menos 3 meses após o fim da quimioterapia, com a doença em remissão e liberação do médico.

E depois que o tratamento termina?

Terminar o tratamento é um marco, e manter a saúde em dia faz parte dessa nova fase. Algumas vacinas tomadas durante a quimioterapia podem precisar ser repetidas, e outras que estavam suspensas podem voltar a ser indicadas. Essa revisão é individual e deve ser feita junto com o oncologista.

A família também protege

Quem mora com a paciente ajuda a protegê-la ao manter a própria vacinação em dia, principalmente contra gripe, coqueluche, sarampo e varicela. É uma forma simples de criar uma barreira em volta de quem está mais vulnerável.

Como o Instituto Hórus pode ajudar

A equipe avalia a carteira de vacinação, organiza um plano de doses alinhado às orientações do oncologista e aplica as vacinas em frasco único (monodose). Para quem prefere evitar deslocamentos durante o tratamento, há também a vacinação domiciliar, com as vacinas transportadas em câmara fria e temperatura conferida antes da aplicação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu médico. Toda indicação de vacina para pacientes oncológicos deve ser combinada com o oncologista responsável.

Quer revisar a sua carteira de vacinação com a nossa equipe?

Agendar pelo WhatsApp
WhatsApp Ligar