Meningite em adolescentes e jovens: como se proteger antes das férias, formaturas e intercâmbio
A OMS reforça que a vacina é a forma mais eficaz de prevenir a meningite. Entenda por que adolescentes e jovens merecem atenção nesta época do ano e a diferença entre as vacinas ACWY e B.
No fim de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou sua ficha informativa sobre meningite e reforçou uma mensagem que vale para todas as idades: as vacinas são a forma mais eficaz de garantir proteção duradoura contra a doença. O alerta chega em boa hora. Entre outubro e janeiro, a agenda de adolescentes e jovens fica cheia de formaturas, festas, shows, acampamentos, viagens de férias e preparativos para intercâmbio e faculdade. São justamente os ambientes de convivência próxima e aglomeração que favorecem a transmissão da bactéria.
Neste post, explicamos por que a meningite meningocócica merece atenção nessa fase da vida e como organizar a proteção com as vacinas ACWY e B.
O que é a meningite meningocócica
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula. Quando é causada por bactérias, pode evoluir rapidamente. Segundo a OMS, cerca de 1 em cada 6 pessoas com meningite bacteriana morre e 1 em cada 5 tem complicações graves. Entre quem sobrevive, 1 em cada 5 pode ficar com sequelas duradouras, como perda auditiva, convulsões, problemas de visão, de memória ou de fala e até amputações.
O meningococo (Neisseria meningitidis) é uma das principais bactérias envolvidas. A OMS aponta que crianças e adolescentes estão entre os grupos mais expostos a ele.
Como a bactéria passa de uma pessoa para outra
O meningococo vive no nariz e na garganta. De acordo com a OMS, ele é transmitido de pessoa para pessoa por partículas respiratórias e secreções da garganta. Muitas pessoas carregam a bactéria sem adoecer e, sem saber, podem passá-la adiante. Por isso, situações comuns na rotina jovem pedem cuidado:
- festas, baladas e shows com muita gente em espaço fechado;
- compartilhar copos, garrafas e talheres;
- viagens em grupo, acampamentos e excursões;
- moradias coletivas, como repúblicas e alojamentos estudantis.
O CDC, agência de saúde pública dos Estados Unidos, relata que surtos ocorreram em várias universidades do país na última década.
Sinais de alerta
A OMS lista como sintomas mais comuns:
- febre e dor de cabeça;
- rigidez na nuca;
- confusão mental ou alteração do comportamento;
- sensibilidade à luz, náuseas e vômitos;
- manchas na pele que não desaparecem quando pressionadas, que podem surgir na infecção generalizada (meningococcemia).
Diante desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. A vacina não substitui a avaliação rápida em caso de suspeita.
Duas vacinas, proteções diferentes
Um ponto que gera muita dúvida: não existe uma vacina única contra todos os tipos de meningococo. A OMS explica que as vacinas são específicas para cada sorogrupo. Na prática, a proteção ampla envolve duas vacinas diferentes:
- Meningocócica ACWY: protege contra os sorogrupos A, C, W e Y.
- Meningocócica B: protege contra o sorogrupo B, que exige vacina própria.
Quem tomou só a ACWY não está protegido contra o sorogrupo B, e o contrário também vale.
Por que pensar nos adolescentes agora
O CDC recomenda a vacina ACWY para todos os pré-adolescentes de 11 a 12 anos, com uma dose de reforço aos 16 anos. Para a meningocócica B, a agência orienta que os adolescentes considerem a vacinação, de preferência entre 16 e 18 anos. O CDC também observa que muitas universidades americanas exigem comprovante da vacina ACWY tomada nos últimos 5 anos antes do início das aulas, um detalhe importante para quem planeja intercâmbio ou graduação nos Estados Unidos.
Aqui no Brasil, o esquema ideal para cada pessoa depende da idade, das doses já recebidas e da marca da vacina usada antes. Muitos adolescentes tomaram doses na infância e não sabem se precisam de reforço. Outros nunca receberam a meningocócica B. É por isso que a conferência da carteirinha faz tanta diferença.
Como organizar a proteção na clínica
No Instituto Hórus, a vacinação começa com uma avaliação individual da carteira de vacinação. A equipe verifica o que já foi aplicado, indica o que falta e monta um calendário possível de cumprir antes das férias ou da viagem. As duas vacinas podem ser organizadas no mesmo planejamento.
- Vacinas monodose, em frasco único, preparadas para cada aplicação.
- Atendimento na clínica, na Rua Borges Lagoa, 971, Vila Clementino, São Paulo.
- Vacinação domiciliar, prática para famílias com mais de um adolescente em casa.
- Vacinação in company, para empresas que querem incluir a proteção dos colaboradores e de seus filhos.
Se a viagem já está marcada, vale agendar com antecedência: algumas vacinas exigem mais de uma dose, com intervalo entre elas, e a proteção não é imediata após a aplicação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação médica. A indicação de cada vacina, o número de doses e os intervalos são confirmados na avaliação individual feita pela equipe do Instituto Hórus.
Confira a carteirinha do seu adolescente e agende as vacinas meningocócicas antes das férias.
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